Posts tagged "amor"

Eu! Quem sou eu? Um ser humano, talvez?  Posso ser apenas um sentimento vago no espaço,  hospedado em uma matéria orgânica viva. Sei que não tem sentido nessas palavras, mas as palavras de um poeta jamais encontraram sentido no dicionário! Mas, espere, não sou poeta, então, posso ser um personagem de um texto escrito por um poeta de verdade e estou apenas escrevendo o que ele quer que eu escreva.

Não estou certo de nada disso, não estou certo se sou quem diz quem sou.  Não quero aceitar, que não passo de nada, mas o que é o nada? Nesse momento, acredito que é ao nada que esse texto me levara, do nada eu vim, e ao nada eu irei. Esses sentimentos pulsantes, poderam um dia queimar num lago de enxofre, só por terem existido, e assim deixarem de existir, mas porque queimar algo que não causou mal a ninguém?

Quem sabe isso não passa de uma preferência desse poeta, que ao invés de amassar o papel que guarda uma historia que não o agradou e arremessa-la ao lixo ele prefira queimar? Tanto faz, se ele não queimar agora, os seus leitores queimaram quando lerem um pouco de mim.

Então se algum dia esse papel chegar há uma prateleira, quero pedir a vocês, caros leitores do Poeta, que leiam as entrelinhas, talvez você possa ter deixado alguma coisa passar em branco, e isso possa fazer toda a diferença no final deste texto, e essa diferença possa ser algo tão verdadeiro quanto esse Poeta, talvez seja o amor.

4/07/12 9:26 pm

Eu encontrei o paraíso no fundo dos seus olhos, e deis de então, toda vez que eu te olho, eu me vejo flutuando no meio deste paraíso, onde só existe eu, você e a nossa música!

5/07/12 7:18 pm

Eu estava sentado em um banco de madeira, ele estava gelado e um pouco úmido. O dia havia sido de chuva, mas já fazia algumas horas que nenhuma gota de água cai do imenso céu que ficava sobre minha cabeça. Só havia um poste com luz naquela rua que ainda não havia parado de funcionar, a escuridão só não me engolia de vez, pois uma grande lua cheia brilhava bem longe dali. Atrás de mim estava a igreja, onde minha família e onde quase toda aquela cidade frequentavam, de lá a voz do pastor parecia rouca e falha, palavras na qual traziam até meu ouvido a ideia de que eu iria morrer, “O pagamento pelo pecado é a morte!” “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.”, isso entre outras palavras não me fazem bem! Então como podem me dizer que falam de amor, se isso só me faz sangrar? Tenho 17 anos, e durante esses anos, as mesmas coisas tem sido me dito, mas de nada tem me ajudado, na escola tenho sido humilhado, com palavras com duplo sentido e frases com um fundo de ódio, tem me atingido, e de nada tem me ajudado estar aos domingos ali. Com essas coisas rodopiando em minha mente, eu me encontra ali, pela primeira vez, decidi sair em meio ao culto. Estava olhando fixamente para a lua, aquele circulo de luz no imenso céu negro, que era muito maior do que eu podia ver, me senti pequeno, me senti inferior a mim mesmo, me senti sem vida. Sai andando dali, e antes que me desce conta que já tinha perdido de vista o poste de pouca luz que ficava na frente da igreja, eu não consegui parar de andar, logo depois de algumas quadras eu estava nos limites da cidade. Agora, sobre o viaduto, que passava por cima da pista que era a única forma de entrar e sair daquela cidade. Alguns poucos carros passavam por lá, era alto e ventava muito, não estava conseguindo controlar minha mente apenas aquelas frases que havia ouvido antes de deixar a igreja, se encontravam em minha mente. Porque não adiantar as coisas? Todos sabem que iremos morrer, mas poucos conseguem saber com exatidão qual momento irá ser esse, eu estava agora decido que iria deixar a minha vida sobre aquele viaduto, decido em apenas um salto deixar para trás todas as palavras de ódio, decido a seguir o que haviam dito. Quando uma brisa correu por trás de mim trazendo com si uma melodia que dizia, “Não há nada de errado em amar quem você é, Ela dizia, pois ele te fez perfeita, querida, então levante sua cabeça, garota e você irá longe me ouça quando eu digo”. Em seguida minhas pernas travaram e em um tom mais alto ainda pude ouvir, “Eu sou linda à minha maneira, pois, Deus não comete erros, estou no caminho certo, baby, eu nasci assim”, naquele momento a brisa que havia me atingido por fora, havia se tornado um furacão dentro da minha cabeça, e eu já não sabia o que pensar, comecei a ouvir passos, parecia ser que algumas pessoas estavam vindo do outro lado do viaduto, então, “Não se cubra de arrependimentos, apenas ame-se e você estará bem, estou no caminho certo, baby. Eu nasci assim”. Logo uma voz que vinha de trás de mim, me tirou do meu transe e me trouxe aquela noite escura novamente: - Você está bem? Me virei para ver quem era, e lá estava uma garota de cabelos escuros, com batom vermelho, e um olho que parecia que havia sido desenhado por um artista. - Estou bem. Atrás dela estavam mais duas pessoas, outra garota e um garoto, todos eles pareciam ter minha idade, a outra garota, era linda como a que havia falado comigo, mas, era loira e tinha olhos que passavam mais seriedade, o garoto que estava com ela, tinha cabelos castanhos claros, olhos negros, e uma boca, com lábios que pareciam sido tocados por um anjo. Puxando minha jaqueta, a garota disse: -Então desça daí. Eu olhei para meus pés e eu estava sobre o pequeno murinho que cercava o viaduto, então, dei um pequeno salto e parei entre eles, no fundo em um volume baixo ainda tocava a música, parei e me concentrei na música para ouvi-lá, “Um amor diferente não é um pecado, acredite N-E-L-E (hey hey hey). Eu amo minha vida e amo esse álbum e meu amor precisa de fé (amor precisa de fé)” . -Você gostou? Perguntou o garoto, e então ergui meus olhos até ele, e fiz um movimento com a cabeça, indicando que sim. As garotas ficaram abraçadas olhando para mim, então uma delas me perguntou: - O que você pretendia fazer? -Não sei. -Ok, então, mas parecia que queria saltar? -Não, não ele não faria isso! Disse o garoto olhando em meus olhos. - É, talvez não fizesse mesmo. Eu disse logo em seguida. -Quem é que canta? Perguntei. Todos riram, mas vendo que eu não ria, eles me perguntaram: -Você não sabe mesmo né? -Não… -É a Lady Gaga, mas ainda não acredito que você não á conhece mesmo! Disse a outra garota que tinha ficado quieta até agora. - Meus pais não me deixam ouvir músicas que não sejam gospel, internet e televisão não me deixam ter em casa, eles trabalham na igreja e me fazem apenas ler livros gospels, mas a voz me é familiar, devo já ter ouvido em algum lugar. -Está a fim de sair com a gente? Perguntou a garota de cabelos escuros. -Pode ser, mas nem mesmo sei o nome de vocês. -Tudo bem, a gente também não sabe o seu!(risos). Então ela deu um passo a frente e continuou a dizer: -Meu nome é Fernanda. Ela estendeu o braço e pegou na minha mãe me cumprimentando, então me abraçou e terminou de me apresentar aos outros: -Ela se chama Cristina e ele João. Ambos depois de serem apresentados sorriram, e seus sorrisos me pareceram verdadeiros, como se eles tivesse motivos a derramar para isso. - E o seu? Era o garoto que falava comigo agora. - Ro…Rodrigo. - Lindo nome. Olhei com um pouco de espanto para o garoto, que tinha acabado de elogiar meu nome, bem, no meu mundo não era comum um garoto elogiar outro garoto. - Vamos lá João, não vá assustar o Rodrigo e fazê-lo pular daqui! (risos). Os três riram menos eu, ainda me restava um pouco do furacão em minha mente. “Não importa se você é gay, hétero ou bi, lésbica ou transexual. Estou no caminho certo, nasci para sobreviver.” - Tudo o que ela tem dito, toda a letra dessa música, tem sido um novo olhar da vida e de Deus e até mesmo do amor, na qual eu aprendi na minha vida. Eu disse. Eles se olharam, e o garoto, se aproximou mais de mim, desligou o mp4 que tocava a música, quando um carro estacionou atrás de mim. A Cristina abriu a porta de trás do carro e entrou a Fernanda em seguida abriu a porta da frente, então vi uma mulher de meia idade, no volante que sorriu para mim e que perguntou para Fernanda: - Ele é amigo de vocês? A garota de cabelos escuros olhou nos meus olhos e com um sorriso, voltou a olhar para a mulher e disse, é sim mãe, ele é nosso amigo. -Você não quer vir mesmo com a gente? Perguntou Fernanda, dando um sinal com a cabeça para o garoto que ainda estava de pé perto de mim, dando um sinal para que ele insistisse junto com ela. Então, ele se virou e complementou o convite que haviam me feito: - Vem com a gente, agora você sabe nosso nome e a gente o seu, vem? Eu olhei por cima do carro, olhei fundo na escuridão que dominava a rua pela qual eu havia chegado ali, eu sabia que logo meus pais sentiriam minha falta e ficariam furiosos por mim ter saído de dentro da igreja. O menino então pegou na minha mão e disse: - Vem Rodrigo? Andando em direção a porta aberta do carro ele me puxava, e não relutei logo comecei a acompanhar seus passos, até que já estivéssemos sentados no banco de trás do carro ao lado da Cristina que tinha nas mãos o controle do som do carro, depois de aperta um dos botões uma nova música começou a ser tocada “Eu cansei, essa é minha oração. Que eu vou morrer vivendo tão livre quanto o meu cabelo”. Aquelas palavras me fizeram sentindo, mas do que qualquer metáfora que as pessoas me liam para me fazer acreditar em algo que eu sabia não ser compreensível para minha mente. O carro deu partida e logo depois, estávamos a caminho de uma cidade vizinha, a Fernanda conversava com sua mãe com muita animação, contando como havia me conhecido, Cristina estava digitando alguma coisa no celular, e João, ainda me fitava com os olhos, com um sorriso maroto, e eu um pouco preocupado com as consequências daquele meu ato de insanidade, não sabia como aquela noite iria terminar, mas tudo bem, também não sabia direito, como havia parado sobre aquele viaduto. Como aquela noite terminou, eu não posso escrever, pois não quero que isso vire um livro da minha vida, mas que foi naquela noite que minha vida mudou, isso eu posso afirmar. E hoje sete anos depois, eu estou aqui, deitado na cama do meu quarto, e o João, ainda está dormindo, acordei mais cedo com a vontade de contar a vocês um pouco da minha história, estamos em 2018 e eu ainda escuto a mesma música que me salvou naquela noite, e quero terminar esse texto com uma frase “Exalte e ame-se hoje, pois você nasceu assim!”

3/07/12 3:21 pm

Eu peguei uma caneta e um papel, assim que as lagrimas começaram a brotar nos meus olhos, porque eu sei que com as lagrimas vem as palavras.

5/06/12 5:17 pm

Estava muito escuro, não havia lua no céu, era apenas uma silhueta sobre a luz fraca e amarelada de um poste velho, e de longe eu vi aquela linda silhueta na luz fosca. Eu não precisava de mais nada, eu já havia percebido que era você, eu sempre soube te reconhecer, sua postura e seu perfume nunca me confundiu em meio a multidão. Em passos lentos, e silenciosos, respiração rápida e sem palavras, eu não sábia o que iria te dizer, nem mesmo se eu iria ter a chance de dizer, porque eu estava preste a desistir e sair correndo dali, sem olhar para trás. Eu poderia correr até não poder mais. Mas em vez de me desesperar mais com isso, me manti calmo e fui até você. E eu não disse nada apenas olhei para seu rosto que estava pouco iluminado, e fixei meus olhos nos seus e ali pude sentir tudo o que senti por você e lembrei porque eu te amei, e aquela sensação do dia que te conheci me volto a subir a cabeça. E então você, também não disse nada, apenas deu mais um passo a frente e colocou uma das mãos na minha cintura e a outra no meu pescoço, segurou firme e puxou meu rosto para perto do seu, ali ficamos por alguns segundos eu olhei para seus olhos e depois os levei até seus lábios e não pude deixar de deseja-los, mordi meu lábio, tentando segurar-me. E quando você se aproximou o suficiente para que meus lábios sentisse o calor dos seus lábios, que também estavam secos pelo frio que castigava aquela noite escura. Eu empurrei seu corpo para longe do meu, você deu alguns passos para trás o suficiente para sair do foco dá luz do poste, então não pude mais ver seu rosto, e assim foi que eu me virei e sai correndo para longe dali, longe de você. Não sabia o que pensar, não sabia porque tinha tido aquela reação tão derrepente, me vi perdido em pensamentos quando me dei conta que também tinha me perdido, já estava saindo da cidade quando apenas vi que tudo começou se clarear, e uma música começou a ser tocada na escuridão que me acompanhava e com seu volume a intensidade da luz também amentou, pus meu braço sobre meus olhos, porque a luz me cegava e então senti meu corpo livre no ar, e logo em seguida senti meu corpo entrar em atrito com algo áspero, era o asfalto, que feria meu corpo. Tudo se apagou. Quando acordei, não consegui abrir os olhos, apenas podia sentir que segurava algo, com força, e quando percebi, eu apertei com mais força, tentando me levantar, e nessa tentativa consegui abrir meus olhos, e vi uma silhueta, e logo que a visão se clareou, eu pude ver você do meu lado, segurando minha mão, com os olhos vermelhos, e as suas lagrimas escorriam por todo seu rosto até pingar no lençol branco que me cobria. Você deu um sorriso, e curvou se sobre mim, ainda chorando , disse em meu ouvido, “Eu quero você para sempre ao meu lado, você promete não fazer isso mais? E ficar do meu lado e nunca me deixar?” Em seguida me deu um beijo na testa e encostamos testa com testa e eu respondia com a voz falha apenas o que, minha força permitia “Eu te amo!” e quando ele começou a levantar o corpo para ficar em pé sorrindo e limpando as lagrimas, o quarto que me parecia de hospital, começou a escurecer e logo tudo sumiu, minha visão, minha audição, e por fim, minha respiração e você.

                                                                    -Pecador.

7/06/12 8:11 pm

Cabe só a mim sobreviver, ninguém mais precisa saber quantas hemorragias de emoções eu já tive e quantas vezes minha cama foi leito de morte para meus amores. O céu se escureceu, é uma chuva de palavras vindo, para fazer as lagrimas brotarem em meus olhos. Um terno de madeira envolve meus sentimentos, eu sou como uma alma que foge do purgatório, não querendo ver a verdade, a verdade que um dia te iludiu. Eu iludo, eu turvo a visão no espelho, me faço ver algo bom. Mas, de bondade, o mau se veste. Seria mas fácil se ver livre de mim, pois, não consigo me livrar dos fantasmas, que ainda me fazem sangrar sutilmente. Então, me deixe, deixe o mau escorrer para fora de mim, fazendo-me desaparecer por não ter nada além do que você precise. 

Por alguma razão do que é oculto aos olhos. Eu continuo em pé, andando com a maldição de viver, sem se sentir vivo. Sou como a fênix que quando se acaba, se vê logo viva de novo para continuar, mesmo sem querer, presa em um ciclo de morte e vida, sem fim. Quem sabe não esteja tão longe do alcance dos olhos o verdadeiro motivo, da nossa alma ser feita de fogo, e que talvez, o olhar esteja embaçado de mais por causa das lagrimas, para poder enxergar. Esse maldito fogo, que parece ter vindo do inferno, que não se apaga nunca, e que queima qualquer coisa que se guarda nele. Não posso guardar você em minha alma, porque lá queima, e no coração o qual bate tão forte quando te vejo, que o fluxo de sangue poderá te afogar em tristeza. O mais seguro agora, é a distancia, a distancia que protege a criança do realidade. E que seja verdade, que há uma esperança, para os que acreditam que nunca tem fim, o que a vida juntou. 

1/06/12 4:24 pm

Por mais que a ignorância pareça ser sua melhor amiga, eu não vou desistir de te fazer feliz. Seja lá como você foi criado, ou instruído , eu também fui da mesma forma, mas hoje eu posso ver que todos os pontinhos de luz se conectam e formam um lindo arco íris. E eu quero compartilhar essa linda visão com você, você que até hoje só tem visto grades e selas. Segurar na sua mão e saber que não temos que trancar a porta com medo que venham atras de nós com tochas e pedras. Eu te escolhi porque pude ver que você é a exceção, entre as almas cinzentas sentadas nessa fileira de bancos de madeira. No seu silêncio eu posso ver que você clama por clemencia dos homens de terno e gravata. Mas, saiba que por mais diferentes que sejamos e que te dizem que não podemos ficar juntos, como a roupa branca e coloridas não possam ser misturadas na maquina de lavar, eu espero que você lembre que ninguém nunca soube te escultar e te entender e amar, como eu pude.

6/06/12 4:30 pm

Prefiro chorar durante a noite e sorrir pela manhã, do que ter que acordado com alguma coisa me sufocando.

1/05/12 8:36 pm

“Desista, você jamais conseguira, isso será um fracasso!”. Quantas vezes esse garoto ouviu isso? E quantas vezes ele acreditou nisso? Ele acreditou ser um fracasso, acreditou nas palavras dos fracos de alma. Porque fraca é a alma que não sonha. Seria justo um sonho acabar antes mesmo de se tentar, torna-lo realidade? Um sonho não deve morrer, assim como a alma não morre. Eu amo sonhar, porque sonhar, não envenena, não apodrece, não faz sofrer, não faz morrer, mas… faz querer continuar viver. 

4/05/12 8:52 pm

Está ai, o resultado desses anos, eu me motivei a amar pessoas erradas, e agora me motivo a não amar, seja quem for. Não estou pronto para amar ou seja com outras palavras, sofrer. Não há mais motivos para acreditar em promessas, que enchem os olhos das crianças de brilho, e que faz os adultos rirem dos esperançosos. Como posso acreditar em quem fez jura de amor, e não permaneceu comigo. Agora você está perdido, e longe o bastante para eu não ter ver mais, mas, ainda está perto o suficiente para que eu possa sentir seu perfume na brisa, brisa de lembranças, e quando se torna forte, quando a brisa se torna vento, corta minha alma, quando passa por mim, mas, também meche meu cabelo como você nunca fez. Brisa de lembrança, traz em meio as folhas, a poeira de um sonho que se despedaçou, que o tempo consumiu e está me consumindo.

7/05/12 1:13 pm
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