eudiferente:

A noite nossos corpos dançam no mesmo ritmo. O suor escorre da pele, a voz sai espremida, a respiração fica pesada e o coração bate quase saindo do peito. A carne ama o pecado, ela pede mais, mais, e mais. Nossos corpos se entrelaçam e entre quatro paredes a gente até se da em um nó. O beijo é longo, as mãos percorrem o rosto até as pernas, e restam arrepios e sorrisos. O teu corpo é mais belo que todas as pinturas, o seu gosto é mais doce que qualquer chocolate. Teu amor escorre de minha boca, e só eu te completo. Não temos regras, nem limites. A noite é nossa… e você é inteira minha.

1/10/12 12:14 pm
Nunca lhe confessei verbalmente o meu amor; mas, se é certo que os olhares falam, o mais completo idiota teria percebido que eu estava apaixonado.
O Morro dos ventos Uivantes.  (via das-minhas-utopias)
1/10/12 12:14 pm

A observadora de nuvens.

Vejo uma velha mulher, na janela de uma casa, ela acompanha o movimento das nuvens. Quase imóvel ela permanece apenas sentindo o vento entrando pela janela, beijando sua face marcada pelo tempo, o vento entra e movimenta tudo lá, revira uma pilha de documentos, o porta retrato que guarda uma fotografia de um jovem casal de noivos, se quebra ao cair no chão empoeirado.

O vento levanta a poeira que descansava sobre os velhos moveis a madeira que cobre o chão, rangia a cada passo dado, mas há tempos não canta sua melodia monotoma.  Não sou percebido pela observadora da janela, ali fiquei observando a observadora. Ela com certeza já observou mais do que eu, seu olhos estão cansados, ou seria a alma? O que ela observa nas nuvens, será que alguém que amou se foi? Ou ela apenas procura por algo que nunca acreditou existir? Talvez, ela simplesmente esteja se fazendo perguntas que ecoe em sua mente, assim como estou fazendo.

Posso ver então seus olhos brilharem, será que ela finalmente avistou o que queria? As nuvens estão mudando, avisando aos observadores que uma tempestade esta a caminho, bem ela deve conhecer os sinais das nuvens melhor do que.

Uma gota cai, ela não vem do céu escuro, vem dos olhos da observadora, bem, pelo menos uma das minhas perguntas esta respondida, seus olhos não brilharam de alegria por terem visto o que procuravam.  Ela abaixa a cabeça, prende os cabelos brancos, que dançavam com o vento, enxuga as lagrimas com um velho lenço e olha as marcas que deixaram no pequeno pedaço de pano, olha como se avistasse o motivo delas existirem. Agora sinto gotas sobre meu rosto, elas vem das nuvens, eu me levanto e olho pra observadora pela ultima vez, agora ela fecha a janela e vai se sentar em uma cadeira, em uma grande mesa vazia, a poeira volta a se assentar, parece que vão lhe acompanhar.

Me viro e volto para retomar meu caminho, não me lembro mais do que eu estava a fazer antes de observar a observadora. Na minha mente me surge mais uma pergunta, mais uma tese de tudo o que vi, será, que as nuvens estão a chorar? Será que elas sabem do segredo da velha mulher, por isso estão a chorar também?

6/09/12 6:14 pm

Para Você, meu Amor.

É belo o modo como tu

Me olhos, olhas com os olhos.

Da vergonha.

Seus lábios secos chamam-me

A experimentar o seu gosto

Seu gosto tão intenso

Perturba-me nos sonhos.

Você desvia o olhar, quando te olho.

Logo depois volta a me olhar e a sorrir

Sorrindo com a cabeça baixa

E com o olhar subindo a te mim.

Então é ali que eu percebo novamente

Que não é paixão, é a forma pura,

Do amor vergonhoso.

Isso me corta, deixando escorrer.

Dos meus sentimentos uma lagrima fugitiva

Que escapou, no momento que me virei,

E me enganei dizendo mais uma vez para mim que não te amo.

Esse meu desejo de te ter, deve morrer.

Enquanto eu sofro no escuro do meu ser.

Que é um assassino, destruindo eu, você e nós.

Já pensei em suicido, pois, ir até você e dizer.

Que te amo, pode me levar ao fim de nós mais rápido.

São as suas poucas palavras, que me fazem crer,

Nos velhos contos de fadas, que dizem que o amor,

Existe na realidade dos que tem fé.

Por mais que isso me faça pensar coisas ruins,

É essa mesma coisa que faz ascender em mim

A faísca que faz da minha alma, um ser imortal.

Minha alma só não é tão imortal,

Quanto às palavras inspiradas por essa mesma faísca.

Palavras escritas sobre folhas úmidas de dor.

No fim da historia, o que não me deixa,

Se aproximar de sua vergonha atraente,

É sua aura que brilha acima de sua cabeça.

Tão inocente e frágil você se parece perto de mim.

E se for pra você perder sua luz,

Eu sairei daqui e irei embora, deixando para outra pessoa,

Se esquentar nesse brilho, que lembra os olhos

De crianças refletindo o brilho da árvore de Natal.

3/09/12 6:25 pm
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